Projecto Educativo

Questões como: Quem somos? Como agimos? Que percurso seguimos? Como iremos actuar? foram pontos de partida para criarmos o Projecto Educativo que, pretendemos, reflicta os eixos prioritários do Plano de Acção que se deseja desenvolver com vista à melhoria da qualidade das respostas sociais.

A elaboração do presente documento baseou-se num processo participativo dos intervenientes no sistema educativo. Partiu do diagnóstico de problemas, necessidades e apresentação de propostas de metas a atingir e de linhas estratégicas fundamentais para a definição da filosofia do Projecto, adaptado à realidade da Fundação. Por conseguinte, este deverá ser um documento de referência que funcionará em articulação com o Projecto Curricular/Pedagógico, Plano Anual de Actividades e Regulamentos Internos.

Incentivar o desempenho das lideranças intermédias apoiando o seu dinamismo e capacidade de mobilização das estruturas de orientação educativa, será uma forma de reconhecer as qualidades e potencialidades da Instituição e de identificar carências e problemas, tentando ultrapassá-los. A promoção de uma cultura de modernização, aberta à mudança e a renovação das práticas que privilegiem as crianças como principais beneficiários da acção educativa serão linhas de orientação a atender. Pretende-se assim, e tanto quanto possível, que o sentido a dar ao Projecto Educativo se fundamente na interacção com o meio envolvente, com entidades públicas e privadas e nas relações entre todos os intervenientes pertencentes à comunidade educativa.

Subjacente a todo o Projecto Educativo e dependendo da actuação dos intervenientes na gestão do seu sucesso, surge a necessidade de equacionar a acção dos mesmos. Parece por demais evidente que, a fim de não se comprometerem os objectivos definidos, essa acção se deva mover no âmbito da regulação e da negociação sistemática, da responsabilização, informando e sendo informado, organizando e cooperando no processo de concretização das metas predeterminadas.

O Projecto, assumido desta forma, conduz o agente educativo a uma acção mais efectiva de formação, o que pode contribuir não só para uma melhoria do clima relacional, como também do nível de desempenho intelectual e profissional. A inter-relação dará ainda aos intervenientes oportunidades e meios de definirem activamente o seu próprio desempenho. Um Projecto Educativo flexível, que enquadre todos os outros projectos revelar-se-á sempre funcional. A flexibilidade procura que os agentes educativos vivam situações de autonomia e cooperação, na negociação dos objectivos e na escolha de estratégias de aprendizagem e de avaliação. Deve ser encarado ainda como um projecto de formação contínua, tendo presente, no seu horizonte, o ajustamento constante do plano e a sua adequação às reais necessidades da Instituição.

bebe projeto educativoA Pedagogia que os educadores desta instituição acreditam ser a roldana, na construção do individuo do futuro, como um ser integro, capaz, construtor, criador, tolerante e amigo …

“ Há sempre um momento na Infância em que se abre a porta que deixa entrar o futuro”

Graham Greene

In O Poder e a Glória

Atendendo às finalidades da constituição da Fundação Benjamim Dias Costa, bem como aos seus objectivos, os Educadores em acção nas diferentes salas deliberaram que a pedagogia que consideram importante para o desenvolvimento global, equilibrado e estruturado de cada criança deverá ser aquela que privilegia a iniciativa investigadora da criança, colocando-a no centro da acção, em que cada educador deve apoiar e respeitar a individualidade, os interesses pessoais, as motivações, desejos, receios e necessidades variadas…

Devemos dar a liberdade para cada criança poder encontrar caminhos, criar novas viass para a descoberta, inventar, concretizar e realizar imaginário e realidades próprias.

Possibilitar que esta passe do imaginário, para o concreto, fazendo “a passagem do desejo à intenção e da intenção ao acto”. (Bonvalet, 1984)

No Livro Branco sobre a Educação e Formação da Comissão Europeia (1995) afirma-se que “ o futuro da cultura europeia depende da sua capacidade para fornecer aos jovens chaves que lhes permitam pôr tudo em causa de forma permanente, sem tocar nos valores da pessoa humana. Este é o fundamento essencial da cidadania numa sociedade europeia aberta, pluricultural e democrática (…).

O Dom de compreender é a capacidade de analisar o modo como as coisas se constroem e se desfazem (…). A observação, o bom senso, a curiosidade, o interesse pelo mundo físico e social que nos rodeia, o desejo de experimentação são qualidades negligenciadas e pouco consideradas. No entanto, são elas que permitem formar criadores e não apenas gestores de tecnologia.”

Acreditando que o saber não é pertença nossa, mas de todos, apostamos na reconstrução, no revivido e no reacreditado. Na vontade de construir e ir mais além.

Devemos reflectir no que fizemos ontem, valorizar o processo anterior, enquanto experiência de conhecimento; devemos avaliar e partir para mais além, levando o positivo e transformando o negativo – é essa a postura que queremos ter em sala: observar, agir, avaliar, e transformar.

“ As escolas de amanhã não se devem limitar a ensinar factos; devem ensinar também a manejá-los. Os estudantes precisam de aprender a desfazer-se de ideias velhas, devem saber como e quando convém substitui-las. Precisam, em suma, de aprender a aprender”. (Tofler, 1970)

É no Jardim-de-infância que devemos incitar cada criança a agir por si, a experimentar, a recriar e a criar, a procurar problemas e soluções.

O educador deve ser facilitador de actividades ricas na descoberta, no prazer do grupo, no interesse em recriar e modificar. Pretendemos, também, estar permanentemente atentos aos interesses, necessidades, dificuldades e facilidades de cada educando, procurando intervir de forma a transformar cada uma daquelas em experiências ricas de bem-estar e conhecimento.

Enquanto educadores, estamos impedidos de rotular grupos, ou crianças, devendo antes encará-las como transformadores, sempre capazes de atingir o impossível, a utopia, pois só assim se cresce, se evolui e nos tornarmos melhores nas diferentes áreas do ser e do mundo que nos rodeia.

Crendo e acreditando que as “nossas” crianças são seres de e pela descoberta bem como ansiosos de saber, nós próprios temos que ir mais além, procurando, informando e estudando, actualizando sempre o nosso conhecimento e pedagogia de grupo e de sala, bem como formas de actuar e intervir, sem nunca esquecer a pedagogia geral e motivadora de toda a instituição; “ A criança no centro de toda a acção”.

No relatório para UNESCO da Comissão Internacional sobre a Educação, Stavenhagen refere que para enfrentar os desafios dos próximos anos, a educação tem que assumir um papel fundamental, devendo esta apoiar-se em pilares fortes, com alicerces seguros, como no aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.Beb_s_projeto_educativo_parte_final_converted

Esta é uma aprendizagem de tolerância e respeito mútuo, da liberdade e do pluralismo de ideias e culturas que, cada vez mais, nós, educadores, devemos fortificar e valorizar para que a sociedade do presente e do futuro se torne mais justa e mais fraterna; para que as “nossas” crianças cresçam com valores, motivação de trabalho, liberdade, respeito por todos os seres vivos e formas de vida, bem como pelo gosto da descoberta e pelo saber.

Enquanto profissionais de educação desta Instituição apostamos no valor do respeito pelo outro, sobretudo pelo mais velho. Verifica-se, cada vez mais, que se confundem nas actuações das crianças e jovens de hoje a liberdade e a libertinagem, no sentido em que as crianças se acham o centro do mundo, julgam que tudo podem, sem pensar nas consequências individuais e colectivas dos seus actos, sem pensar nos outros.

Temos a consciência, que ao educar, devemos privilegiar a abordagem de vários valores, e um desses deve ser o respeito pelo outro. Enquanto cidadãos, as crianças devem desenvolver a sua autonomia, a sua individualidade, mas sempre dentro do colectivo, numa organização saudável, num sentido assumido de sociedade. Para tal, devemos consciencializar para a importância que cada um tem na construção da sua comunidade, do seu colectivo.

Aprender que a individualidade de cada criança é peça de um puzzle, onde todas devem encaixar, seja qual for o seu tamanho, todas com o mesmo grau de importância, todas com características únicas e como seres insubstituíveis.

Não queremos valorizar apenas uma e apenas a área do conhecimento, mas sim todas, pois só assim acreditamos que estas crianças possam transformar e dar força à roda giratória do mundo em que vivemos, transformando a utopia de um mundo justo, fraterno, livre, respeitando todos os seres e o papel que cada um destes tem, no equilíbrio e sustentação do mesmo, numa realidade positiva…

Como tal, a nossa pedagogia deve assentar na criança e no investimento de acções que a valorizem, e que possibilitem através de uma harmonia de actividades o enriquecimento humano, em valores fundamentais que sirvam de alavanca, para um mundo melhor e mais justo, bem como a preocupação da valorização da criança e desta em adulto.

Acreditando na importância de alguns princípios psicopedagógicos que orientam a nossa intervenção educativa e pedagogia, perspectivamos para a Fundação Benjamim Dias Costa alguns desses princípios, que consideramos valorizar o nosso trabalho em sala e em toda a Fundação.

Um primeiro princípio refere-se à necessidade de conhecer como se processa o desenvolvimento da criança e os seus estádios evolutivos (Piaget e Inhelder, 1969)

Parece-nos fundamental conhecer e valorizar as características operadas em cada etapa, pois é desse conhecimento que depende o sucesso das experiências que nós, educadores, podemos proporcionar às crianças.

Outro princípio refere-se à necessidade de ter em conta o conhecimento e as experiências prévias das crianças (Ausubel, 1980). Se enquanto educadores apoiarmos e orientarmos aprendizagens novas naquelas que, anteriormente, já tinham sido adquiridas, estas passam a ter um maior significado para a criança, e o seu alicerce torna-se mais consistente e pronto a crescer, para dar espaço a diferentes edificações duradouras e estáveis.

Se as novas informações se relacionam com o que a criança já sabe e com os seus interesses e motivações, a aprendizagem ganha sentido e expressão. A Intervenção pedagógica no jardim-de-infância deve assegurar essa construção de aprendizagens significativas (Ausubel, 1981).

As intervenções educativas que perspectivamos assentam, também, no princípio de que a acção é um instrumento de construção do saber.

É através da actividade que a criança pode conhecer o mundo, e é pela acção sobre os objectos que esta pode encontrar informações, descobrir problemas e encontrar soluções.

A interacção social (Vygostsky, 1994) completa a ideia anterior. Acreditamos que a relação com o grupo e com os outros é para a criança uma fonte de aprendizagem e de desenvolvimento.

A actividade em conjunto contribui para a riqueza de conhecimentos individuais. O confronto de perspectivas provoca o conflito sócio-cognitivo (Vygostsky, 1994) que é necessário para a reconstrução de conhecimentos.

Isto implica que o Educador tenha um papel preponderante, quer no apoio e na orientação das crianças, quer na organização de situações significativas e ricas na interacção com todos: criança/adulto, criança/criança, criança/criança/adulto.

O princípio de que as motivações, as necessidades e os interesses das crianças têm um papel central no processo de aprendizagem, pressupõe que o Educador apoie e identifique esses elementos, pois eles são a expressão dos afectos e emoções da criança, que irão apoiar um desenvolvimento global da própria criança.

O espaço e o tempo no jardim-de-infância organizam-se segundo critérios pedagógicos que se baseiam nas necessidades e interesses dos diferentes grupos etários.

É através do espaço e do tempo que procuramos enriquecê-lo de forma a favorecer condições de desenvolvimento e aprendizagem das crianças respeitando o seu ritmo próprio, bem como as suas necessidades. Como tal, a organização da sala não deve ser fixa, mas vai-se reorganizando em diferentes áreas de trabalho; com diferentes materiais e que vão sendo inseridas e retiradas, de acordo com a especificidade de cada grupo.

A selecção dos conteúdos deve realizar-se, de igual modo, valorizando o conhecimento cultural e pessoal de cada criança. (Banks, 1993)

Os educadores devem, também, valorizar “a família” e o que esta tem para oferecer, no enriquecimento de actividades, e na construção de cada um, enquanto explorador de valores e de conhecimento.

A família tem um papel preponderante na nossa acção e na acção da criança. Se fizermos um trabalho paralelo e em conjunto, a criança irá beneficiar e enriquecer com diferentes experiências, sobretudo a nível afectivo.

Abrindo as portas das salas à família, podemos criar laços permanentes e um equilíbrio social, afectivo e cognitivo muito enriquecedor para todos os intervenientes.

“ (…) Sabemos que é essencial centrar a atenção na criança, mas sabemos que não é suficiente. Nós também consideramos os educadores e as famílias como centro da educação das crianças. Deste modo, colocamos os 3 componentes no centro do nosso interesse.” (Malaguzzi, 1993)

A organização do espaço físico e da postura de cada educador na sala, resulta também de um trabalho de cooperação e colaboração, onde todos os intervenientes no processo educativo procuram partilhar e complementar tarefas e esforços.

Procuramos, através de diferentes actividades curriculares e extra-curriculares privilegiar o contacto com outras pessoas, entidades, crianças e família, de forma a criança poder contactar e interagir com diferentes pessoas; com hábitos e formas de estar, pensar e de agir… diferentes das suas, onde a riqueza da partilha e das actividades em que todos possam intervir de forma diferente, vá enriquecer o crescimento equilibrado, em saber, valores e em respeito por cada um e por si.

Defendendo a valorização da capacidade individual de cada criança, procuramos enaltecê-la, apoiá-la e orientá-la na construção de diferentes saberes, valores e na capacidade de cada uma delas tem em engrandecê-los.

Consideramos, por fim, que só desta forma poderemos tornar o mundo e os seus indivíduos em seres de conhecimento, ansiosos em transformar, desejosos de saber e capazes de contribuir para o equilíbrio natural, preservando a essência e eliminando o que pode destruir e aniquilar o ser humano e o seu mundo!

Zaunstreicher-Paar verschoenert den Gartenzaun im saechsischen Kroptewitz. (c) Martin Langer, Bahrenfelder Steindamm 37, 22761 Hamburg, Germany, Tel. +491772085095, http://www.langerphoto.de, Postbank Hannover BLZ 25010030 Kto.-Nr. 183264-306, MwSt. 7%

Família /Comunidade

A Instituição e a Família são duas faces do contexto educativo da criança e porque a família é o principal responsável pela educação dos seus filhos, aos pais/encarregados de educação assiste o direito de conhecer, seleccionar e contribuir activamente na resposta educativa que desejam para os seus filhos. Assim, podemos dizer que é nosso objectivo, fomentar a Interacção Instituição/Família através do nosso projecto, relacionamento vital para o sucesso desta proposta educativa.

Sendo a família e a comunidade educativa as principais instituições de socialização das crianças, é fundamental que a sua interacção seja constante, baseada na troca de experiências e no compromisso comum. É nossa intenção perspectivar as famílias como parceiros privilegiados e incentivar a participação dos pais/encarregados de educação na Instituição, numa cooperação activa e aberta.

Nesta relação norteia-nos o reconhecimento de que os pais/encarregados de educação têm necessidades, capacidades e interesses, que potenciam o desenvolvimento de relações benéficas entre todos os intervenientes neste processo.

Creche

Tem como objectivo proporcionar o atendimento individualizado da criança num clima de segurança, contribuindo para o seu desenvolvimento global, ou seja, social, afectivo, cognitivo, físico, motor e perceptual.

Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o percurso educativo de cada criança.

Horários

A instituição funciona de Segunda a Sexta-feira em horário normal das 7.30h às 18:30h e em regime de extensão de horário, das 18:30h às 19:00h.

As crianças devem entrar até às 9.30h, sendo o seu período de almoço a partir das 10:30h (Sala Laranja), 11:00h (Salas Amarela e Azul), 11:15h (Salas Vermelha e Verde).

Em cumprimento da legislação aplicável às respostas sociais, adoptando ainda uma lógica de melhoria contínua a todos os níveis, face ao programa de financiamento disponibilizado pela Segurança Social e considerando as crescentes necessidades dos Encarregados de Educação, a Fundação Benjamim Dias Costa alargou, recentemente o seu horário de funcionamento até às 19:00h. Este programa aplica-se somente às Instituições em que os Encarregados de Educação de pelo menos 30% das crianças declarem, por escrito, que pretendem aderir ao serviço. A validação dessa declaração é efectuada através do Número de Identificação da Segurança Social das crianças inscritas.

Tratando-se de um serviço criado para apoio às famílias cujas obrigações profissionais envolvam horários extensos e/ou desfasados do período normal de funcionamento dos espaços educativos, ou cujas deslocações entre o local de trabalho, a Instituição e o domicílio comprometam a recolha das crianças dentro do horário normal, este serviço vai ao encontro da missão da Fundação, acautelando as rotinas que impliquem permanências injustificadas das crianças. Haverá, assim, uma cuidada atenção dos Técnicos às crianças que frequentem este serviço, de modo a prevenir situações prejudiciais ao seu normal desenvolvimento educacional e afectivo.

Pré-Escola

A Lei-Quadro da Educação Pré-escolar estabelece a educação pré-escolar como “a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário.” Por tudo isto, torna-se cada vez mais necessário que, durante esta etapa do desenvolvimento da criança, se criem condições favoráveis às suas aprendizagens, para que estas “…aprendam a aprender.” “Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso das aprendizagens”

Assim sendo, o pré-escolar surge como um importante contributo para a igualdade de oportunidades, favorecendo o sucesso escolar da criança nas etapas seguintes da sua vida escolar. É através de uma pedagogia organizada e estruturada que o Educador de Infância facilita a aprendizagem e o desenvolvimento de competências que conduzirão a progressos relevantes, tendo em conta as capacidades e características da cada criança. “Estimular o desenvolvimento global da criança no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diferenciadas” – desta forma, o Educador deverá encarar cada criança como sujeito do processo educativo, partindo do que esta sabe, da sua cultura e saberes próprios, promovendo, o mais possível, experiências diversificadas que facilitem a interacção social da criança.

Horários

A instituição funciona de Segunda a Sexta-feira em horário normal das 7.30h às 18:30h e em regime de extensão de horário, das 18:30h às 19:00h. As crianças devem entrar até às 9:30h, sendo o seu período de almoço a partir das 12:15h e até às 13:00h. As actividades curriculares desenvolvem-se das 9:00h às 12:30h e das 14:00h às 16:00h (embora este horário seja diferente de grupo para grupo, pois há que atender às características e necessidades de cada idade).

No período da manhã, das 7:30h às 9:30h e no período da tarde, das 16:30h às 19:00h, funciona o tempo socioeducativo, para as crianças que permaneçam na Instituição para além do horário lectivo normal.

Componente de apoio à familia

A evolução do quadro social e familiar tem influenciado as medidas de orientação política, no que diz respeito à educação pré-escolar, já que aquela nos dá conta de alterações na sua organização ao longo dos últimos anos: pai e mãe trabalham fora de casa, o número de elementos na família tende a reduzir e os avós ainda estão empregados ou vivem longe.

Neste sentido, a Lei n.º 5/97, de 10 de Fevereiro, Lei-quadro da Educação Pré-Escolar, no seu ponto 1, do artigo 12.º, determina que “os estabelecimentos de educação pré-escolar devem adoptar um horário adequado para o desenvolvimento das actividades pedagógicas, no qual se prevejam períodos específicos para actividades educativas, de animação e de apoio às famílias, tendo em conta as necessidades destas”.

Em sequência, o Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de Julho, regulamenta a flexibilidade do horário dos estabelecimentos de educação pré-escolar, de modo a colmatar as dificuldades das famílias.

A natureza da Componente de Apoio à Família

A Lei-quadro (Lei n.º 5/97 de 10 de Fevereiro) consigna os objectivos da educação pré-escolar e prevê que, para além dos períodos específicos para o desenvolvimento das actividades pedagógicas, curriculares ou lectivas, existam actividades de animação e apoio às famílias, de acordo com as necessidades destas (art.12.º). As actividades de apoio à família integram todos os períodos que estejam para além das 25 horas lectivas e que, de acordo com a lei, sejam definidos com os pais no início do ano lectivo.

Teremos assim, sempre que tal se justifique, as entradas, os almoços, os tempos após as actividades pedagógicas e os períodos de interrupções curriculares, sempre que os pais/encarregados de educação necessitarem que os seus educandos permaneçam na Instituição.

Será nosso dever não só explicar aos pais/encarregados de educação como as 25 horas curriculares contribuem decisivamente para o desenvolvimento e aprendizagem de crianças de 3, 4 e 5 anos, como também garantir a qualidade de todo o tempo que os pais/encarregados de educação precisarem efectivamente de as ter na Instituição.

O serviço de refeições, nomeadamente os almoços, insere-se na Componente de Apoio à Família. A sua organização e dinâmica são, por isso, ser cuidadosamente pensadas. Tempo precioso de prazer e convívio, os almoços são também tempo de múltiplas aprendizagens em que as crianças vão conquistando uma importante competência – saber estar à mesa de acordo com as regras sociais. Aprender a estar à mesa é um processo longo. Muitas crianças estão habituadas a comer em casa de formas diversas e necessitam de compreender que não está em causa a cultura familiar, mas a necessidade de também saberem estar à mesa de formas socialmente aceites. Este momento é auxiliado com a presença do Educador.

Contudo, este tempo pode com facilidade ser um espaço de conflito e mágoa em que se avoluma o mal-estar entre adultos e crianças. Para lidar com todos estes aspectos é necessário gerir a ansiedade e ter presente que, mais importante do que a quantidade que a criança come, é o gosto com que o faz.

Num momento em que se privilegia o convívio, o envolvimento estético, a qualidade do atendimento e a tranquilidade são ajudas preciosas para que as crianças se sintam acolhidas, respeitadas e valorizadas.

A Fundação organiza de forma cuidada o momento das refeições. Existe um apoio por parte dos técnicos aos restantes agentes de acção educativa de forma a encontrar formas de ir aferindo este tempo numa regulação eficaz, que contribua para que sejam um prazer partilhado por adultos e crianças. A qualidade e a variedade da alimentação são garantias indispensáveis a um serviço de refeições.

O almoço é seguido de um tempo de brincadeira, maior ou menor, conforme a organização da rotina diária. Nesse tempo as crianças brincam livremente, tendo por companheiros atentos e desafiadores de novas brincadeiras, não só os seus pares, mas também os profissionais que estiverem por elas responsáveis. Existe a possibilidade de algumas crianças repousarem sempre que necessitem e os pais/encarregados de educação julgarem conveniente.

As entradas, os tempos após as actividades pedagógicas e os períodos de interrupções curriculares são preenchidos com animação socioeducativa. São momentos mais soltos e íntimos, menos estruturados, vocacionalmente mais abertos à informalidade e à multiplicidade de respostas. Uma vez que estas actividades têm sobretudo um cariz socializante, estando mais próximas dos contextos sociais naturais, existem trocas activas inter-grupos (por exemplo, reagrupando os grupos por horas de saída, criando grupos de idades diferentes).

O espaço para estes momentos informais é o nosso ginásio, que favorece a polivalência e a intimidade, afastando-se das características mais estruturadas das salas. O espaço está equipado com materiais que permitem experiências diversificadas. No exterior temos um espaço dotado das devidas regras de segurança que permite a execução de um número e variado de actividades lúdicas.

Apesar do seu carácter eminentemente lúdico, este serviço exige elevada atenção e planeamento de recursos, estando sujeito a avaliação por parte da equipa de acompanhamento do Projecto Educativo.

Centro de Actividades de Tempos Livres (cATL)

O cATL da Fundação Benjamim Dias Costa rege-se pelos seguintes princípios e objectivos:

  • Permitir a cada criança ou jovem, através da participação na vida em grupo, a oportunidade da sua inserção na sociedade;
  • Contribuir para que cada criança ou jovem encontre os seus objectivos, de acordo com as necessidades, aspirações e situações próprias do seu grupo social, favorecendo a adesão aos fins livremente escolhidos;
  • Criar um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal de cada criança ou jovem, de forma a ser capaz de se situar e expressar num clima de compreensão, respeito e aceitação de cada um;
  • Favorecer a inter-relação família/escola/comunidade/fundação, em ordem a uma valorização, aproveitamento e rentabilização de todos os recursos do meio;
  • Proporcionar uma vasta gama de actividades integradas num projecto de animação sociocultural em que as crianças e jovens possam escolher e participar livremente.

O CATL da Fundação Benjamim Dias Costa assegura a prestação do serviço de Extensão de Horário e Interrupções Lectivas.

Período de Funcionamento e Instalações

O CATL da Fundação Benjamim Dias Costa funciona nos dias úteis, de 1 de Setembro a 31 de Agosto do ano seguinte;

Para o 1º Ciclo, durante o período escolar, funciona na escola EB1 do Mato das 7:30h às 9:00h e das 17:30h às 19:30h, de acordo com o protocolo existente entre a Fundação Benjamim Dias Costa, Câmara Municipal de Estarreja e Agrupamento de Escolas Prof. Dr. Egas Moniz;

Para o 1º Ciclo, nas interrupções Lectivas, funciona na EB1 do Mato, nas instalações da Fundação Benjamim Dias Costa e demais locais onde se desenvolvam as actividades constantes no plano de actividades, das 7:30h às 19:30h;

Para o 2º Ciclo, durante o período escolar, funciona na escola EB1 do Mato das 7:30h às 9:00h e, após as aulas, nas instalações da Fundação Benjamim Dias Costa, até às 19:30h;

Para o 2º Ciclo, nas Interrupções Lectivas, funciona nas instalações da Fundação Benjamim Dias Costa e demais locais onde se desenvolvam as actividades constantes no plano de actividades, das 7:30h às 19:30h.

Campo de Férias

A Fundação surge com um novo projecto que colmata as dificuldades das interrupções lectivas, proporcionando aos seus utentes e comunidade em geral a oportunidade de participação no Campo de Férias “O Benjamim”. Pretendemos, com este serviço, cultivar valores de Liberdade, Solidariedade e Cidadania, sendo este um contributo fundamental na vida das nossas crianças.

Objectivos:

  • Estimular e promover a integração, participação e relacionamento de todos os participantes nas diversas actividades;
  • Desenvolver acções/actividades, visando um processo de desenvolvimento pessoal e social dos participantes;
  • Fomentar a inovação e criação;
  • Desenvolver as relações humanas e de solidariedade entre os participantes (cooperação e respeito pelo outro);
  • Promover a segurança e confiança para uma efectiva participação;
  • Percepcionar as suas experiências, motivações, capacidades e necessidades;
  • Educar para a emancipação pessoal e social;
  • Proporcionar momentos de lazer e divertimento;
  • Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento físico;

Serviços Adicionais

Transportes

A Fundação possui meios próprios e devidamente licenciados para o transporte dos seus utentes, utilizáveis em condições estipuladas anualmente, que levam em conta as possibilidades que os recursos disponíveis permitem e as necessidades manifestadas pelos Pais/Encarregados de Educação.

Os meios disponíveis são um minibus de 27 lugares e um ligeiro de 9 lugares. Ao serviço da Fundação estão pessoas devidamente autorizadas e formadas para a função de motorista e para o acompanhamento necessário às crianças transportadas. 

Actividades Extra-curriculares

A Fundação proporciona, sempre que exista disponibilidade de recursos, actividades educativas regulares que visam complementar a oferta educativa de base, com o mesmo objectivo de proporcionar o desenvolvimento integral da criança. As actividades serão programadas de acordo com os Projectos da Instituição, em consonância com a programação do Educador responsável pela criança e em acordo com os Pais/Encarregados de Educação.

Período de funcionamento

A Fundação não encerra para Férias. Encerra, ao longo do ano, sempre que superiormente seja concedida qualquer tolerância de ponto aos colaboradores e/ou quando recomendado pelos Serviços Oficiais de Saúde no caso de surtos de doenças infecto-contagiosas;

A Instituição encerrará às crianças, nos seguintes períodos:

– Aos Sábados e Domingos;

– Nos feriados obrigatórios, considerado o dia 18 de Julho para efeito de feriado municipal;

– Na Segunda e Terça-feira de Carnaval;

– Na Quinta-feira e na Segunda-feira de Páscoa;

– Nos dias 24 e 31 de Dezembro.

Horários de atendimento/ reuniões

Cada Educador tem um dia por semana para atendimento aos Pais/Encarregados de Educação, esse atendimento será feito das 17:00h às 18:00h com marcação prévia. As reuniões de pais por sala efectuam-se ao longo do ano lectivo e têm por objectivo informar os pais do desenvolvimento do projecto, incluindo experiências vividas através dos mini-projectos e do desenvolvimento de grupo, bem como de actividades extra-curriculares ou mesmo curriculares.

"NÓS, OS OUTROS E O MUNDO" O porquê da escolha deste tema?

Entendemos que na sociedade globalizada em que vivemos, a abertura à diversidade é não só uma mais-valia, mas também uma exigência:

– As organizações são cada vez mais compostas por indivíduos de diferentes nacionalidades e a necessidade de viajar para o estrangeiro em termos profissionais, por curtos ou longos períodos de tempo, é também cada vez maior;

– A abertura dos países a fluxos de imigrantes que procuram melhores condições de vida, colmatando dessa forma as necessidades de mão-de-obra dos países de acolhimento é também uma realidade. No caso português, para além das necessidades de desenvolvimento, a diversificação da sociedade é resultado de relações seculares com povos de outros continentes que, através de imigração têm vindo a fazer da nossa sociedade um local de encontro de diversas culturas;

– Hoje em dia, é comum ter vizinhos de outras nacionalidades. Também o amor não escolhe nações e cada vez mais encontramos casais de origens diferentes:

– A massificação dos meios de comunicação rápidos (avião, comboio de alta velocidade, auto-estradas), facilitam a entrada de turistas no nosso país e gozo de férias dos portugueses noutros países;

– A proximidade com diferentes culturas também facilitada pela tecnologia, onde através da televisão por cabo ou da Internet temos acesso a realidades culturais diferentes da nossa;

O Projecto Educativo “NÓS, OS OUTROS E O MUNDO” assenta nos seguintes pressupostos:

  1. Vamos estando cada vez mais preparados para explorar todos os aspectos do mundo que nos rodeia;
  2. Quanto mais conhecermos, maior a nossa liberdade de escolha;
  3. Quanto mais livres somos, mais felizes, solidários e respeitadores nos tornamos;
  4. A aprendizagem é um processo contínuo;
  5. Vamos estando cada vez mais preparados para explorar todos os aspectos do mundo que nos rodeia;

Educar para a multiculturalidade é abrir as portas a uma maior liberdade de escolha a todos os níveis: afectivo, social, profissional e cultural. A Cultura é, tradicionalmente, definida como um conjunto complexo de conhecimentos e práticas, crenças, usos, costumes e tradições transmitidos de geração em geração através de processos de socialização. A comunidade educativa tem um papel fundamental e espera-se que seja capaz de conceber e implementar projectos e actividades, cujos objectivos e conteúdos, proporcionem igualdade de oportunidades para a aprendizagem de todos, promovendo e valorizando as suas identidades, a diversidade das suas culturas e línguas, revelando perspectivas diversificadas do mundo social.

A educação multicultural deve ser anti-discriminatória e promover atitudes de cooperação, partilha e respeito por normas de convivência. Deve ser anti-racista, criando um clima de igualdade de oportunidades nas aprendizagens, baseado em atitudes de respeito e consideração pelas diferenças.

Estudos realizados sugerem que as crianças em idade pré-escolar já expressam reacções negativas relativamente a alvos e grupos étnicos. Devemos ajudar as crianças a desenvolver um conhecimento mais informado dos outros povos, tanto no passado como no presente.

Construir um projecto educativo à medida de determinadas vocações é um objectivo nobre, que não só dignifica a instituição como enriquece todos os intervenientes na iniciativa. Nesta linha de orientação, o perfil do cidadão que se pretende para os novos tempos que se avizinham, será o de um interventor decisivo na elaboração, desenvolvimento prático e validação do projecto vocacional, para o que, indiscutivelmente, carece de uma orientação credível e ao longo da vida, a qual será prestada por instituições escolares dos vários níveis do ensino/aprendizagem e formação, para o efeito dotadas dos recursos humanos, técnicos e financeiros especificamente apropriados.

Com efeito, caminha-se para uma sociedade cada vez mais exigente, instruída, informada, interventora e com poderes decisórios, porque os jovens se tornam cada vez mais exigentes na definição do seu percurso profissional e na orientação vocacional.

Pretendemos que este projecto dignifique estes novos cidadãos, não só enquanto tal, como ainda enquanto pessoas humanas, portadoras de valores, de princípios, de sonhos e de projectos de vida, certamente, em função da sua cultura. Que maior riqueza e benefício para um país sem preconceitos xenófobos, etnocêntricos, religiosos, ideológicos ou outros?

É importante que os agentes educativos se preocupem desde de muito cedo em incentivar e consolidar uma educação inter-cultural, como uma boa prática, quer para os nacionais, quer para os imigrantes e para emigrantes.

Investir na educação em ordem à construção de uma sociedade instruída, culta e cívica, corresponde a terminar com a maior parte dos conflitos mundiais, a médio prazo. No limite, significa, entre outras interpretações igualmente legítimas, educar para a cidadania.

Objetivos gerais

  • Proporcionar à criança um ambiente de estabilidade e segurança afectiva, que seja própria ao desenvolvimento global e harmonioso de toas as suas capacidades;
  • Desenvolver nas crianças o espírito crítico, cientifico e também de tolerância, respeito e solidariedade, não só para com os outros mas também para com o Mundo que nos rodeia;
  • Descobrir a riqueza na diversidade humana e cultural, fomentando a inserção da criança em grupos sociais diversos;
  • Respeitar a pluralidade de culturas, favorecendo uma progressiva consciência como membro da sociedade;
  • Valorizar a igualdade e o direito de oportunidade;
  • Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de afectiva colaboração com a comunidade.

Objetivos especificos

  • Promover atividades e jogos onde todos partilhem conhecimentos, valores, experiências estéticas específicas de cada cultura, de modo a reconhecerem, respeitarem e valorizarem as diferenças culturais;
  • Promover a autoestima e autoconfiança das crianças.
  • Sensibilizar os encarregados de educação para o projeto que estamos a desenvolver.
  • Melhorar a coordenação entre todos os intervenientes no processo educativo da instituição.
  • Educar as crianças no sentido de respeitar a diferença, promovendo atitudes de partilha e respeito por culturas e costumes diferentes dos nossos;
  • Observar e conhecer alguns meios físicos naturais distantes, quanto aos animais, plantas mais características e as formas de vida humana que neles se desenvolve;
  • Identificar diferentes tipos de habitação, alimentação, vestuário e relacioná-los com os respetivos povos;
  • Experimentar a comunicação com indivíduos de outros países aprendendo e valorizando a riqueza cultural (receitas, canções, festas);
  • Abordar outras línguas e a arte, como meio de apreciação de diferentes culturas.

metodologia

A forma de desencadear e criar um projecto é invariavelmente a resposta no terreno às linhas orientadoras duma filosofia de Educação de Infância. Concretamente em relação ao Projecto da Fundação, seguimos uma metodologia em que o currículo está centrado na criança e, como tal, toda a acção educativa é dinamizada a partir dos seus reais interesses e necessidades. Para tal, para além das planificações a longo e a curto prazo, são também feitas planificações para cada grupo de crianças, pelos educadores e auxiliares de acção educativa, de maneira a se poder agir de acordo com as dicas e sinais que as crianças vão dando a cada momento e que os técnicos, com a sua observação atenta e sensibilidade, vão detectando e interpretando.

Seguimos, ainda, uma metodologia que valoriza a estruturação duma equipa, fomentando o trabalho de grupo para a troca de saberes e uma pesquisa conjunta que respeita e estimula a participação individual, numa linha de defesa da gestão individualizada da própria aprendizagem. Desta forma, pode dizer-se que é uma metodologia em que se acredita que, num contexto de educação, não só as crianças, mas também os adultos estão em constante aprendizagem e deverão estar em permanente busca de saber e actualização de conhecimentos. Para tal, a discussão e partilha através da prática do diálogo construtivo são também por nós valorizadas e postas em prática através de reuniões de técnicos semanais e de conversas informais entre técnicos e crianças.

A Fundação procura, de igual modo, o intercâmbio entre culturas diferentes para um enriquecimento da própria cultura, através de um alargamento da comunidade educativa aos mais diversos parceiros sociais. Essa procura começa, pois, na relação entre os profissionais e nos modelos que os mesmos transmitem às crianças, isto é, sendo exemplo de pessoas que, não só respeitam, como também valorizam as diferenças individuais. A Fundação acredita, portanto, que a melhor metodologia a seguir é aquela que permite que cada criança se sinta singular; se sinta importante; capaz; pessoa de valor…

Assim, pode dizer-se que é uma metodologia em que se parte daquilo que a criança já sabe para a promoção da próxima etapa de desenvolvimento a estimular, entendendo-se que todas as crianças têm forças; todas as crianças têm competências e o importante é sabermos encontrar qual a melhor maneira para alcançarmos a melhor forma de ajudarmos a desenvolvê-las.

É uma metodologia que encara a criança como ser pensante, participativo e com ímpeto natural exploratório, logo, é uma metodologia que permite à criança liberdade para procurar o seu auto-conhecimento; uma metodologia que repara e oferece condições de experiências de “vida real” com o objectivo de “aprender a vida vivendo-a”.

Cada técnico terá que aplicar as orientações da equipa de acompanhamento do projecto educativo para que cada resposta social empregue o mesmo modelo.